Tudo vale a pena se a alma não é pequena.


(Fernando Pessoa)




Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta,que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.


(Cecília Meireles)





The essence of being human is that one does not seek perfection.


(George Orwell)




It is the stars, The stars above us, govern our conditions


(William Shakespeare)




Say as you think and speak it from your souls.


(Wiiliam Shakespeare)

Meus alunos participando do Projeto:Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa/ My students

Meus alunos participando do Projeto:Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa/  My students
As vogais explicam a reforma.

domingo, 25 de abril de 2010

Acessibilidade

Acessibilidade.


Uma nova perspectiva



Com o advento do computador e dos avanços tecnológicos, emergem novas formas de trabalho, de empregabilidade e de estudos. As pessoas podem cuidar de seus afazeres em suas próprias residências nos chamados Home offices, além de a educação a distância ganhar cada vez mais espaço nas universidades.Tais tendências do mundo contemporâneo abrem novos horizontes para as pessoas com necessidades especiais que, agora, podem entrar em franca atividade acadêmica por meio de avançados softwares, viabilizando a realização dos mais variados estudos e nas mais diversas áreas.

Para comprovar tal afirmação, temos o grande físico Stephen Hawking, autor do livro: O universo numa casca de noz, dentre outras publicações.Ele, além de ser um ícone intelectual do século, é um dos maiores exemplos de superação.

Dentro do atual contexto, a educação especial é de vital importância para tornar a acessibilidade algo real para milhares de cidadãos comuns com necessidades especiais; pois falar em educação e trabalho, hoje em dia, sem considerar esse público, é algo inadmissível para todos: governo e sociedade civil. Ainda mais, que de acordo com Gai e Naurjorks(2006), o Brasil firmou compromisso com a educação inclusiva, nas convenções de Jomtiem (Tailândia-1990), de Salamanca (Espanha-1994) e da Guatemala-(1996); portanto globalização também é sinônimo de inclusão.

Aborda-se aqui a inclusão da pessoa com visão subnormal que, por muitos anos, sem exercer a cidadania, ficou relegada à inatividade e mostra, também, como a educação a distância dentro de uma ótica de acessibilidade, pode oferecer recursos eficazes para a inserção dos PNEs(Pessoas com necessidades especiais) aos meios acadêmicos e empresariais.

Segundo Bonotto (2010), a pessoa que tem 20% da capacidade de uma visão normal é classificada como portadora de visão subnormal. Partindo dessa informação, deduz-se que é uma visão parcial, com grau significativo de comprometimento. Mediante a isso, o uso de uma tecnologia assistiva é imprescindível, principalmente em se tratando de educação a distância, cujo objetivo é a acessibilidade digital o que promove a inclusão dos PNEs.

Diante desse quadro, a escolha de softwares adequados para esse público-alvo, em questão, é condição "sine qua non" para que a educação a distância consiga resultados satisfatórios em seus cursos virtuais.

Para os portadores de visão subnormal o software denominado Cobpaint é de grande funcionalidade; desde que se obedeça aos critérios colocados pelo MEC (2006 apud SANTOS; FALKENBACH, 2008), onde as dificuldades visuais variam: Verde, marrom, azul; irreconhecíveis para uns. Amarelo, laranja e os contrastes entre amarelo/preto, roxo/verde podem ser nítidos para outros; assim sendo, é necessária a avaliação funcional por especialista para que se possa direcionar as atividades de forma adequada a esses PNEs.

Além do Cobpaint, o Magnifixer mostra grandes recursos como: zoom, mudança de cores e principalmente os contrastes, pois segundo as pesquisas da Dra Eva Lindestedt (1997 apud BRUNO, 2003); a percepção espacial depende da sensibilidade visual aos contrastes; facilitando o reconhecimento das ferramentas no computador com a garantia da operacionalização satisfatória do mesmo.

O falador é de grande valia, pois explora o sentido auditivo, no entanto seriam necessárias adaptações ao teclado para o aluno de baixa visão.

Todos esses softwares integrados a um programa de ensino a distância e direcionados para cada tipo de dificuldade visual dentro da chamada visão subnormal, com certeza, possibilita a inclusão dessas pessoas com necessidades especiais.

A escolha da plataforma é essencial. Ela deverá atender às especificidades do curso pretendido e do público-alvo. O Teleduc, criada por uma equipe de pesquisadores da UNICAMP, possui ferramentas bem versáteis que, aliadas à criatividade e ao preparo do DI, tem condições de realizar cursos de excelente nível para os PNEs

No entanto, segundo Freire e Rocha (2010), tais tecnologias não geram nenhum impacto, se os profissionais não forem bem treinados e preparados para tal investida. A plataforma citada acima, além de possibilitar a ministração de cursos para os PNEs, ela permite o treinamento de professores que passarão o curso para essa clientela específica.

A capacitação técnica dos professores precisa estar aliada à ação pedagógica para que o curso tenha alma, isto é: atinja os alunos, gere interação na construção do conhecimento de forma prazerosa e criativa.Desse modo, a plataforma Teleduc contribui para que cidadãos superem dificuldades e encarem desafios dentro de uma nova perspectiva de vida.


BIBLIOGRAFIA


BONOTTO, Lígia Beatriz.O que é visão subnormal e quais podem ser as causas. Disponível em: http://www.oftalmopediatria.com.br/texto.php?ct=13&ano>Acesso em: 18 fev. 2010



BRUNO, Marilda Moraes.A alfabetização de alunos com baixa visão significativa: algumas reflexões sobre o potencial visual, os processos de aprendizagem e o sistema Braille, 2003.Disponível em: http://saci.org.br/?modulo=akemi¶metro=5458 Acesso em: 20 fev. 2010.



FREIRE, Maria Fernanda Pereira; ROCHA, Heloísa Vieira da. Formação em serviço (a Distância) de profissionais da Educação Especial. Disponível em: http://lsm.dei.uc.pt/ribie/docfiles/txt200372919031paper txt200372919031paper -148.pdf >acesso em :16 fev, 2010.



GAI, Danieli Noal; Naujorks, Maria Inês. Inclusão: Contribuições da teoria sócio-interacionista à inclusão escolar de pessoas com deficiência, 2006. Disponível em: http://coralx.ufsm.br/revce/revce/2006/02/a15.htm >Acesso em; 18 fev. 2010.



SANTOS, Helena Garcia dos Falkenbach,Atos Prinz. Aprendizagem da criança com deficiência visual: os processos compensatórios de Vygotski. Disponível em:http://www.efdeportes.com/efd122/desenvolvimento-da-crianca-com-deficiencia-visual.htm> 15 fev. 2010

Eneida Monteiro Nogueira
Texto Escrito para a Disciplina 6 de minha pós em Design Instrucional pela Universidade Federal  de Itajubá.

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Itanhandu, Minas Gerais, Brazil
Sou formada em Letras pela UFJF(Universidade Federal de Juiz de Fora)com especializações em Língua Portuguesa pela UNITAU(Universidade de Taubaté-SP) e em Design Instrucional pela UNIFEI(Universidade Federal de Itajubá). Atuo como professora e gestora de uma grande escola pública do interior de Minas , que a cada dia melhora,buscando sempre a excelência!